
Corinthians 0 x 0 Athletico-PR: time misto e um empate que dói mais do que deveria
Com poupança estratégica para a Copa do Brasil, o Timão não criou o suficiente. O Corinthians vai a 29 pontos e segue na oitava posição. Perdemos 2 pontos além de Yuri Alberto e Labyad lesionados...
Emerson Melo
7/31/2026
Dói mais do que deveria, um 0 a 0. Especialmente quando você olha para a tabela e vê o G5 ali pertinho — que poderia vir se fosse o time titular — e perde por lesão seu principal atacante e outro atleta que vinha em franca evolução...
Corinthians e Athletico-PR ficaram no empate por 0 a 0 na fria noite desta quinta-feira, na Neo Química Arena, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado mantém o Timão na oitava posição com 29 pontos, enquanto o Furacão segue em
terceiro com 37. Dois times em fases opostas na tabela que, curiosamente, se anularam completamente por 90 minutos — mais os acréscimos generosos que o árbitro deu no final.
O time misto que Diniz mandou a campo
Antes de qualquer análise do jogo em si, é preciso entender o contexto da escalação. O Corinthians entrou em campo com Hugo Souza; Pedro Milans, Raniele, André Ramalho e Matheuzinho; Allan, Matheus Pereira, Carrillo e Labyad; Dieguinho e Lingard. Garro, Yuri Alberto e Breno Bidon entraram no decorrer da partida.
A leitura é óbvia: Diniz poupou peças pensando na Copa do Brasil. Com a partida contra o Internacional na sequência, o treinador optou por não desgastar seus titulares mais importantes num jogo do Brasileirão — estratégia legítima e comum em times que brigam em múltiplas competições. Não é desrespeito com a competição, é gestão de elenco.
O problema é que a estratégia tem um custo imediato: o time que entra em campo é menos eficiente ofensivamente, e quando o adversário tem qualidade — como o Athletico tem —, o resultado tende a ser o que a gente viu: zero a zero com gostinho de derrota pelos bons momentos do segundo tempo.
Corinthians até teve chances mas o goleiro deles estava atento...
O goleiro Santos, do Athletico-PR foi responsável por quatro defesas. Em pelo menos duas delas, o gol parecia certo — e o arqueiro do Furacão apareceu para evitar que o Corinthians abrisse o placar.
A grande chance da primeira etapa foi de Matheuzinho, que atuou como um lateral invertido. O gol não saiu. No segundo tempo, com Garro e Yuri Alberto em campo, o Corinthians melhorou e chegou com mais perigo — mas Santos seguiu presente. Viveros ainda acertou o travessão em lance perigoso do Athletico, o que mostra que o jogo teve emoção suficiente para os dois lados, mesmo que o placar não reflita.
É frustrante perder pontos em casa — mas faz parte do futebol. O que incomoda é que, com o time titular, as chances provavelmente seriam ainda mais claras e o desfecho poderia ter sido diferente.
O primeiro tempo que deu sono — e o segundo que animou
Poderíamos limitar o primeiro tempo a um parágrafo desta crônica, se muito. Foi um duelo muito arrastado, de muitos erros e raras chances de gol. O Athletico, apesar de mostrar alguma facilidade para sair de trás, não conseguiu finalizar. É um retrato justo: os primeiros 45 minutos foram sonolentos, com erros de passe dos dois lados e pouquíssima criatividade.
No segundo tempo o jogo melhorou — especialmente quando Diniz colocou Garro e Yuri Alberto em campo. O Corinthians ganhou mais fluidez no ataque, o Athletico respondeu e Viveros acertou o travessão numa das chances mais claras do Furacão. O jogo ficou mais aberto, mais intenso, com confusão generalizada em um escanteio que resultou em cartões amarelos para Matheuzinho e André.
Yuri Alberto saiu com dores na coxa — o que é mais um ponto de alerta antes da Copa do Brasil. O atacante já vinha sendo administrado pela comissão técnica, e a lesão muscular é exatamente o tipo de problema que não pode se agravar numa sequência tão importante.
O gramado que virou assunto à parte
Zacaria também saiu lesionado e alguns atribuíram a lesão à condição do gramado. Não dá para falar deste jogo sem mencionar o estado do gramado da Neo Química Arena. O gramado da Arena que sempre foi o melhor do Brasil desde a inauguração em 2014 — e agora está um negócio tenebroso, cheio de areia, feio para o padrão que estávamos acostumados. É uma crítica justa que circulou nas redes durante e depois do jogo.
A qualidade do gramado afeta diretamente o futebol — passes que deveriam rolar limpos ficam presos, jogadas de combinação perdem fluidez, e o jogo fica mais truncado do que deveria. Num momento em que o Corinthians tenta se firmar na parte de cima da tabela e jogar o futebol proposto por Diniz, ter a própria casa com gramado ruim é um problema que precisa de solução urgente.
O que o ponto vale — e o que ele custa
Um empate em casa contra o terceiro colocado do Brasileirão, com time misto, tem dois lados. De um lado: não perdeu, manteve a invencibilidade de cinco jogos, poupou os titulares e está de pé para a Copa do Brasil. De outro: perdeu dois pontos em casa contra um adversário que também estava longe do melhor, ficou estagnado na oitava posição e viu o G5 continuar distante.
A decisão de poupar foi de Diniz, e ele responde por ela. Se o Corinthians avançar na Copa do Brasil e usar bem o elenco completo, o ponto desta quinta vai ser lembrado como resultado aceitável dentro da gestão de uma sequência pesada. Se a partida contra o Inter não for boa, vai sobrar crítica para a estratégia.
O que vem pela frente
Agora voltamos as atenções para a Copa do Brasil. Para o Corinthians, é a partida mais importante do momento: a primeira final contra o Internacional pelas oitavas. Agora é eliminatório! É mostrar que a poupada valeu à pena.
Garro precisa estar bem. Yuri Alberto precisa ser avaliado após a dor na coxa. O Corinthians precisa criar mais, criar melhor e converter as chances quando aparecerem. O 0 a 0 de ontem é página virada. O que importa agora está na Copa do Brasil.

Tá procurando aquele item top do Corinthians?








