Corinthians 5x2 Athletico-PR: Fuga do Z4 e esquenta para o domingo contra o Flamengo

Corinthians 5x2 Athletico-PR: Mateuzinho, Cacá, Memphis, Garro e Yuri Alberto marcaram — mas o time abriu 2 a 0, levou o empate e precisou de concentração no segundo tempo para garantir os três pontos. A lição para domingo está dada

Emerson Melo

6/16/2025

Pra quem viu só o placar, pareceu passeio. Pra quem assistiu, foi um susto atrás do outro. O Corinthians abriu 2 a 0, deixou empatar, voltou à frente com Memphis e fechou em 5 a 2. Resultado ótimo — mas o caminho que fez a gente passar raiva precisa melhorar antes do domingo.

O placar final foi generoso o suficiente para deixar qualquer torcedor satisfeito. Cinco gols, vitória fora de casa — ou em casa, dependendo do jogo —, saída da zona de rebaixamento, moral levantada

antes de um domingo decisivo contra o Flamengo pela Copa do Brasil. Mas quem assistiu ao jogo inteiro sabe que houve um momento lá no meio em que o fantasma do jogo contra o Internacional voltou assombrando.

Aquele gostinho de "meu Deus, vai acontecer de novo".

Não aconteceu. E é por isso que a vitória tem duplo valor: pelo resultado e pela capacidade de o time reagir quando o jogo ficou feio.

O começo perfeito — e o susto que quase estragou tudo

Menos de cinco minutos de jogo e Matheuzinho já havia balançado a rede. Uma pancada no ângulo que fez a galera debater nos comentários qual foi o gol mais bonito da noite — o dele ou o do Memphis. É o tipo de debate bom de ter. O jovem lateral, que era corintiano desde criança e que quase não teve espaço quando o Fagner ainda era titular absoluto, vem mostrando nas últimas partidas que a perseverança valeu a pena.

Cacá ampliou logo na sequência, antes dos dez minutos. 2 a 0 em menos de um quarto de hora contra um time que briga no descenso. A sensação era de jogo controlado, caminho livre para os três pontos. E aí o Athletico-PR foi lá e empatou.

Foi exatamente nesse momento que o trauma do jogo contra o Internacional voltou. Aquela sensação de areia movediça — o time faz tudo certo, abre vantagem, baixa a guarda e deixa o adversário voltar. A Neo Química Arena, que estava animada, ficou quieta. E na cabeça do torcedor as lembranças ruins...

O gol que mudou o jogo — e o espírito de Memphis

Aí veio Memphis. Com o placar empatado em 2 a 2 e o clima pesado na arquibancada, o holandês pegou a bola na entrada da área, ajeitou e mandou aquela falta no ângulo que tirou o ar do goleiro adversário. Golaço. 3 a 2. E sabe aquele tipo de gol que parece selar a decisão? Foi esse.

Na zona mista, o próprio Memphis cobrou o time pela desatenção que permitiu o empate — sinal de liderança e maturidade de um jogador que entende o que representa vestir aquela camisa. "O time tem que ter um nível de concentração mais alto porque senão vai ficar ganhando de 2 a 0 e deixando os caras empatarem", resumiu o holandês. Palavras que precisam ecoar no vestiário antes de domingo.

Garro e Yuri Alberto completaram o placar. O argentino com aquela qualidade de sempre, o centroavante devolvendo o sorriso a uma torcida que havia ficado frustrada com ele nas últimas semanas. Yuri pode não estar numa fase técnica impecável, mas a entrega em campo nunca foi questionada — e isso conta muito para quem ama esse time.

A saudade das faltas — e o Memphis cobrador

Tem um detalhe do gol de Memphis que merece destaque à parte: foi uma falta. Uma falta bem batida, no ângulo, sem chances para o goleiro. E sabe quando foi a última vez que o Corinthians tinha alguém assim — aquele cobrador de falta que faz a torcida comemorar quando o juiz apita a infração perto da área? Faz tempo.

Quem acompanhou o Timão nos anos 90 sabe exatamente do que falo. Marcelinho Carioca era capaz de transformar qualquer falta num quase pênalti. O Neto também. O Jadson, já mais recentemente, tinha bom pé para bola parada. Mas nos últimos anos o Corinthians ficou órfão desse especialista. Ver Memphis bater com aquela qualidade dá uma saudade boa e, ao mesmo tempo, a esperança de que enquanto ele estiver aqui, a bola parada pode ser arma de verdade.

André Carrillo: o reforço que veio na sombra do astro

Chegou na mesma janela que Memphis, foi anunciado na mesma semana e acabou completamente eclipsado pelo holandês nas atenções da torcida. Mas André Carrillo vem mostrando partida a partida que é um dos melhores negócios que o Corinthians fez nos últimos anos.

O peruano de 33 anos é aquele tipo de jogador que os mais atentos chamam de "homem do time" — não é o craque que decide, mas é aquele que faz tudo funcionar. Defensivamente, ajuda a cobrir os espaços. Ofensivamente, oferece opção de passe e apoia as jogadas. É o meia completo que o sistema de Diniz precisa para dar equilíbrio ao jogo. Provavelmente não vai ficar muitos anos no clube pela idade — mas enquanto estiver, é presença garantida no time.

Mateuzinho: a volta por cima de um corintiano de coração

Já que estamos falando de jogadores que estão se redimindo, Matheuzinho merece seu parágrafo. Houve um período em que boa parte da torcida queria sua saída — e a renovação do Fagner por dois anos parecia confirmar que o lateral mais jovem teria poucas chances de espaço. O Fagner é ídolo, tem história, tem gratidão merecida do clube. Mas a renovação longa naquela fase foi questionável.

Matheuzinho não desistiu. Persistiu, treinou, esperou sua chance e quando ela veio, aproveitou. O gol desta noite — aquela pancada no ângulo logo nos primeiros minutos — é o símbolo de uma volta por cima real. E tem um tempero especial: o menino postou foto de criança com a camisa do Corinthians. Torcedor desde pequeno que vira jogador do time que ama e ainda decide jogos. É a história que a torcida ama ver.

O ponto negativo: a desatenção que não pode se repetir

Com toda a alegria da vitória, é impossível fechar os olhos para o problema que o empate temporário escancarou. O Corinthians abriu 2 a 0 contra um time que está brigando no descenso — um adversário teoricamente inferior — e deixou empatar. Não é a primeira vez que isso acontece na temporada.

Contra o Internacional, o roteiro foi parecido: partida dominada, desatenção, empate no final que deixou todo mundo frustrado. Contra o Athletico, veio a resposta — mas numa partida de Copa do Brasil contra o Flamengo, numa situação em que o Corinthians precisa de pelo menos um empate para levar aos pênaltis, deixar o adversário empatar pode não ter conserto.

Diniz precisa afinar esse detalhe antes de domingo. E os jogadores precisam ouvir o que o próprio Memphis disse na zona mista: concentração durante noventa minutos, não durante quarenta e cinco.

De olho no domingo — e no gostinho especial de eliminar o Flamengo

A vitória de hoje deu moral, deu confiança e tirou o Corinthians momentaneamente do Z4. Agora é torcer para que os outros resultados da rodada ajudem e que o time entre em domingo com a cabeça leve mas os pés no chão.

Porque domingo não é Brasileirão. É Copa do Brasil. É eliminatória. É Flamengo. E tem aquele gostinho a mais que qualquer corintiano entende: depois de tudo que a CBF fez para favorecer o Rubro-Negro nessa semana, ver o Timão avançar teria um sabor especial que vai além da classificação. Seria a resposta perfeita.

O Corinthians marcou cinco gols ontem. Memphis está em forma. Garro está em forma. A torcida está animada. Agora é manter a concentração que faltou no primeiro tempo e fazer o domingo valer.

Vai Corinthians.

Camisa Corinthians I Retrô Penalty Oficial 1995
Comprar agora
camisa corinthianscamisa corinthians
Jaqueta Corinthians Camisa Blusa De Frio Masculina
Comprar agora

Tá procurando aquele item top do Corinthians?

Miniatura Neoquimica Arena Corinthians Itaquera
Comprar agora
Camisa Corinthians Mundial 2000 Retrô Preta - Oficial
Comprar agora

Contato:

Você pode falar comigo nas redes sociais

© 2026. Todos Direitos Reservados