Corinthians perde para o Mirassol e liga alerta no time de Fernando Diniz

A derrota do Corinthians para o Mirassol por 2 a 1, na noite deste domingo, trouxe a primeira frustração da torcida alvinegra sob o comando de Fernando Diniz.

Emerson Melo

5/4/2026

Depois de uma sequência positiva, com atuações convincentes principalmente diante de Vasco e Peñarol, o Timão voltou a apresentar dificuldades que pareciam ter ficado para trás. E o cenário acabou sendo ainda mais frustrante por conta do contexto da partida: o Corinthians enfrentava um adversário que brigava na parte de baixo da tabela e tinha a chance de ganhar posições importantes no Campeonato Brasileiro.

Mesmo sabendo que uma derrota em algum momento aconteceria, o sentimento após o jogo foi de oportunidade desperdiçada. Mais do que o resultado, o que incomodou boa parte da torcida foi a atuação abaixo do esperado, especialmente no primeiro tempo, quando o Mirassol controlou o ritmo da partida e conseguiu deixar o Corinthians desconfortável durante quase todo o período.

Mirassol controlou o jogo e Corinthians teve dificuldades no meio-campo

Embora o Mirassol não tenha criado uma quantidade absurda de chances claras, o time do interior paulista conseguiu algo que poucos adversários haviam feito recentemente contra o Corinthians: controlar a posse de bola e ditar o ritmo do jogo.

A sensação durante boa parte da partida era de que o Corinthians estava sempre correndo atrás. Faltava intensidade na marcação, aproximação entre os setores e principalmente agressividade no meio-campo.

A ausência de peças importantes pareceu pesar bastante. Mesmo que seja difícil apontar um único motivo para a derrota, ficou evidente que jogadores como André e Raniele (no meio) fizeram falta na dinâmica da equipe. Raniele, inclusive, voltou a atuar improvisado na lateral direita, repetindo uma estratégia utilizada anteriormente.

Na partida passada, a improvisação havia funcionado muito bem. Contra o Mirassol, porém, o cenário foi diferente. O Corinthians perdeu a força de marcação que Raniele normalmente oferece pelo meio e também deixou de ter a profundidade ofensiva de Matheuzinho pela lateral.

Essa mudança impactou diretamente o equilíbrio do time.

Escalação do Corinthians teve mudanças importantes

Fernando Diniz mandou o Corinthians a campo com Hugo Souza no gol; Raniele improvisado na lateral direita; Gabriel Paulista e André Ramalho formando a dupla de zaga; Matheus Bidu na esquerda; Alan , Matheus Pereira, Breno Bidon e Rodrigo Garro no meio; além de Lingard e Yuri Alberto no setor ofensivo.

Alguns jogadores que vinham em alta tiveram atuações discretas.

Matheus Bidu, que recentemente vinha recebendo elogios da torcida pelas boas partidas, não conseguiu repetir o mesmo desempenho. Breno Bidon apareceu pouco no jogo e Rodrigo Garro errou mais passes do que o normal.

Matheus Pereira também teve atuação apagada durante grande parte da partida. Apesar de um belo lançamento no segundo tempo, faltou participação ofensiva e intensidade.

Já Yuri Alberto acabou sofrendo novamente com um problema recorrente: a falta de criação do time. Quando o Corinthians consegue produzir pouco ofensivamente, o atacante fica isolado e recebe poucas oportunidades claras.

Primeiro tempo resumiu os problemas do Corinthians

O primeiro tempo foi praticamente um retrato da dificuldade corintiana na partida.

O Mirassol teve mais controle das ações, conseguiu circular melhor a bola e ocupou os espaços com mais organização. O Corinthians, por outro lado, errava passes simples, demorava para construir jogadas e tinha dificuldades até mesmo para encaixar contra-ataques.

A primeira grande chance alvinegra surgiu justamente em uma transição rápida, quando Lingard encontrou Yuri Alberto em profundidade. O atacante finalizou, mas sem conseguir concluir da melhor forma.

Pouco depois, um dos lances mais polêmicos da partida movimentou o jogo.

Um jogador do Mirassol recebeu inicialmente cartão vermelho após uma entrada forte. No entanto, o VAR revisou a jogada e a expulsão foi retirada, mantendo apenas o amarelo.

O detalhe curioso é que o sistema de vídeo passou por instabilidade antes da jogada por conta de um problema na iluminação do estádio. Isso gerou ainda mais discussão entre os torcedores.

Nas redes sociais, muitos corintianos questionaram se, em situações inversas, o critério utilizado seria o mesmo.

Pênalti para o Mirassol gera debate entre torcedores

Outro momento que gerou reclamação foi o pênalti marcado para o Mirassol.

Matheus Bidu fez um leve puxão no adversário dentro da área, e a arbitragem assinalou a penalidade. Embora exista contato, o lance abriu novamente espaço para debates sobre critério.

Isso porque jogadas parecidas frequentemente não são marcadas no futebol brasileiro, especialmente quando os comentaristas de arbitragem entendem que “não houve intensidade suficiente” para causar a queda.

Dessa vez, porém, o árbitro interpretou como infração.

Na cobrança, o Mirassol converteu e abriu o placar, sem chances para Hugo Souza.

Mesmo depois do gol sofrido, o Corinthians ainda teve dificuldades para reagir. O time até conseguiu colocar a bola na rede em determinado momento, mas o lance acabou anulado por impedimento.

Corinthians melhorou pouco no segundo tempo

A expectativa era que Fernando Diniz conseguisse corrigir os problemas no intervalo, mas a melhora demorou para acontecer.

Nos primeiros minutos da etapa final, o Corinthians seguiu encontrando muita dificuldade para criar jogadas ofensivas. A circulação de bola era lenta e os espaços apareciam pouco.

Uma das melhores jogadas do time veio justamente em um raro momento de inspiração coletiva.

Matheus Pereira acertou um ótimo lançamento para Yuri Alberto, que participou da construção da jogada até a bola chegar novamente ao ataque. O Corinthians conseguiu finalizar, mas o goleiro adversário evitou o empate.

Fernando Diniz então começou a mexer na equipe.

Caio César entrou no lugar de Lingard, enquanto Pedro Raul, Dieguinho e Zacaria também ganharam minutos. A ideia era manter a estrutura tática, mas buscar mais intensidade e movimentação.

Dieguinho, inclusive, acabou sendo um dos poucos destaques positivos da reta final.

Gol de Dieguinho reacendeu esperança da torcida

Aos 34 minutos do segundo tempo, Dieguinho acertou um chute de fora da área que desviou na defesa antes de entrar. O gol colocou fogo no jogo e reacendeu a esperança do Corinthians buscar o empate.

Nos minutos finais, o time pressionou mais no abafa do que propriamente na organização.

Hugo Souza foi para a área em cobranças de escanteio e chegou até a participar de uma jogada aérea. O Corinthians empilhou bolas na área, mas não conseguiu transformar a pressão em chances realmente claras.

A sensação final foi de um time sem criatividade ofensiva e com pouca intensidade para buscar a reação.

Primeira derrota não apaga bom início de Fernando Diniz

Apesar do tropeço, a derrota para o Mirassol não apaga completamente o início positivo de Fernando Diniz no Corinthians.

Antes da partida, o time vinha de sete jogos de invencibilidade, com cinco vitórias e dois empates. Além disso, a equipe demonstrava evolução defensiva e havia conseguido atuações muito sólidas em jogos recentes.

O elenco aparenta sentir bastante a ausência de alguns titulares específicos, principalmente no meio-campo. A intensidade defensiva caiu sem Raniele atuando em sua posição original, enquanto a criatividade ofensiva depende excessivamente de Garro em boa noite.

Quando esses encaixes não funcionam, o Corinthians encontra dificuldades para controlar o jogo.

Arbitragem volta a gerar revolta entre corintianos

Outro ponto que voltou a dominar o debate entre os torcedores foi a arbitragem.

Além da expulsão revertida e do pênalti marcado, muitos corintianos reclamaram de critérios adotados durante o jogo.

Um dos lances mais comentados aconteceu quando Matheus Bidu tentou sair jogando enquanto era segurado constantemente pelo adversário. A arbitragem não aplicou cartão, o que aumentou a irritação da torcida.

Esse sentimento de perseguição ou rigor maior contra o Corinthians é algo frequentemente debatido entre os torcedores nas redes sociais.

Independentemente de clubismo, o fato é que os critérios da arbitragem brasileira seguem gerando polêmicas praticamente toda rodada.

Corinthians agora volta atenções para a Libertadores

Sem muito tempo para lamentar, o Corinthians agora precisa virar rapidamente a chave.

A equipe volta a campo pela Libertadores antes do clássico contra o São Paulo no fim de semana. O próximo compromisso continental ganha ainda mais importância justamente para evitar que a derrota para o Mirassol abale o ambiente criado após a boa sequência recente.

Fernando Diniz terá a missão de recuperar a confiança do elenco e principalmente corrigir os problemas apresentados no interior paulista.

A derrota serviu como alerta.

O Corinthians mostrou recentemente que pode competir em alto nível quando consegue intensidade, organização e criatividade. Mas também deixou claro diante do Mirassol que não alcançou regularidade.

E no Campeonato Brasileiro, qualquer queda de intensidade costuma custar caro.

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